O mal de Chagas, transmitido ao homem pelo inseto barbeiro, já estava presente em populações da América do Sul desde pelo menos 7050 a.C., segundo estudo publicado na revista PNAS, da Academia Nacional de Ciências americana.

Pesquisadores descobriram restos de DNA do parasita Trypanosoma cruzi, responsável pela doença, em múmias de até 9 mil anos no deserto de Atacama, entre o sul do Peru e o norte do Chile.

“Os resultados sugerem que o ciclo selvagem (por animais infectados) da doença de Chagas já estava, provavelmente, bem estabelecido na época em que os primeiros seres humanos (da cultura chinchorro) povoaram esse segmento da costa andina e, inadvertidamente, se juntaram às muitas outras espécies de mamíferos que servem de hospedeiro para o parasita”, escrevem os pesquisadores.

Foram estudadas 283 múmias, das quais 115 (40%) continham vestígio do tripanossoma em seus tecidos, preservados pelo solo e pelo clima árido da região.

O estudo é assinado por cientistas dos EUA, Chile e Itália e está na edição da PNAS publicada nesta semana.

A doença, que não tem cura, atinge mais de 10 milhões de pessoas na América Latina.

O parasita utiliza uma estratégia engenhosa para penetrar no organismo, usando o barbeiro como principal vetor.

O inseto rasga a pele para se alimentar do sangue e, ao término do banquete, deixa as fezes ao lado do ferida, com o tripanossoma dentro.

A pessoa coça a ferida e, sem saber, lança as fezes – e o parasita – na corrente sanguínea.

A partir daí, o tripanossoma invade células e se multiplica. Com o tempo, a pessoa desenvolve problemas cardíacos, que podem levar à morte.

 

 

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