Homem do gelo morreu lutando há 5.000 anos


O pré-histórico homem do gelo italiano apelidado de "Otzi" pode ter sido atingido nas costas por uma flecha, mas só morreu após um longo combate com seus inimigos, revelou um novo exame de DNA.

Otzi é um cadáver de 5.000 anos escavado quase intacto de uma geleira no norte da Itália há mais de uma década. As novas pesquisas mostram que ele tinha sangue de quatro pessoas diferentes nas suas roupas e armas, segundo o arqueólogo molecular Tom Loy.


Ele também tinha "feridas defensivas" nas mãos, nos pulsos e na caixa torácica, disse ele na quarta-feira após analisar os exames de DNA. "Presumivelmente ele estava em uma situação de combate entre 24 e 48 horas antes de morrer", afirmou Loy, conferencista da Universidade de Queensland, na Austrália, por telefone da cidade de Bozano, norte da Itália, onde a pesquisa acontece.


"Acho que uma das coisas que podemos avançar é que ele disparou contra pelo menos duas pessoas e recuperou sua flecha, mas então atirou em outra coisa e errou, o que destruiu a flecha."
Loy começou recolhendo amostras de sangue das flechas, da faca e do casaco de Otzi em julho.

Amplificando e sequenciando as amostras, ele concluiu que o sangue pertencia a quatro pessoas -- sem incluir o próprio homem do gelo.


"A trama engrossa um pouco agora", disse Loy. "Em vez de ser um homicídio simples, parece que ele estava perto de uma fronteira (tribal), aonde batalhas sangrentas freqüentemente ocorriam."
Otzi, a múmia mais antiga já desenterrada, foi encontrado nos Alpes em 1991, surpreendendo os cientistas por seu excelente estado de conservação, por causa do gelo.


Ele usava roupas feitas de couro e vegetais e levava um machado de cobre, uma cuia e flechas. As especulações sobre quem era ele e como morreu começaram imediatamente, mas é muito difícil descobrir tudo isso sem danificar seu corpo.


Mais tarde, a ponta de uma lança foi encontrada em seu ombro esquerdo, indicando que Otzi deve ter sido morto por outro caçador, e não simplesmente por causa do frio.


Após estudar o intestino do cadáver, o pesquisador italiano Franco Rollo concluiu no ano passado que a última refeição de Otzi consistiu em carne de cervo e de cabra.


Agora, a nova pesquisa dá pistas sobre como foram as sangrentas últimas horas de vida dele. Loy disse que as ferramentas que ele levava indicam que se tratava de um caçador especializado, que costumava trabalhar sobre as copas das árvores nos altos passos montanhosos que normalmente demarcavam as fronteiras entre grupos lingüísticos inimigos.


O pesquisador acha que o sangue achado nas costas do casaco de Otzi pode ser de um companheiro ferido que ele carregava, mas que as flechas e a lâmina da faca indicam que ele também lutou contra pelo menos dois inimigos.

Shasta Darlington ROMA (Reuters)


 

 

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