Em março de 2001 arqueólogos encontraram dois túmulos que continham 22 múmias, sendo que 11 delas em ótimo estado de conservação.

A descoberta foi feita num oásis do deserto Ocidental egípcio, chamado Bahariya.

A área passou a ser conhecida como Vale das Múmias Douradas e vem sendo considerada como um dos mais importantes sítios arqueológicos do mundo.

Entre os achados estava uma das múmias mais enfeitadas de que se tem notícia até hoje, ornada com 100 amuletos de ouro, o maior número já achado em um só cadáver.

O corpo pertencia a Naesa, segunda esposa de Gad Khensu Eyuf Ankh, que governou Bahariya entre 589 e 570 a.C.

O túmulo de Naesa estava repleto de jóias e é tão magnífico que tem sido comparado ao da rainha Nefertari.

Uma das peças mais importantes encontrada foi um delicado anel de ouro que estava num dedo da múmia.

Ela também tinha um pingente do deus Osíris.

Sabe-se que na época de Naesa a região era um movimentado entreposto de comércio, no meio de rotas que cruzavam o deserto, especializado em exportação de vinho doce. Também era importante estrategicamente como ponto de defesa ao longo da fronteira ocidental egípcia.


Nas tumbas havia, ainda, 11 múmias de nobres da corte de Eyuf. Entre elas, a do filho de um governador local.

Também foram encontrados jarros de vinho e moedas de ouro.

O túmulo de Eyuf já havia sido descoberto em março de 2000, aproximadamente a um quilômetro de distância do de sua esposa.

Essa região, situada a 400 quilômetros do Cairo e que atualmente é ocupada pela cidade de Bawiti, vem sendo pesquisada desde 1999 e já foram desenterradas 230 múmias, entre as mais conservadas do mundo, mas os especialistas acreditam que devem existir 10 mil delas no local, a maioria do período que vai do século VI a.C. ao século I da era cristã.

Alguns dos corpos estão prodigamente recobertos de ouro na cabeça e no tórax.

Várias múmias têm no rosto máscaras douradas de cunho lindamente realístico.

Nada parecido havia sido encontrado no Egito até então.

Os corpos encontrados mostram uma mesclagem entre as culturas egípcia e grego-romana.

Embora mumificados na forma tradicional egípcia, cerca de 40 mortos estão enterrados numa única tumba e não seguem o costume egípcio de estarem voltados para o leste.

Muitas das múmias apertam uma moeda na mão para pagar o barqueiro do mundo subterrâneo, uma tradição greco-romana.

Os egiptólogos afirmam que por conter múmias, artefatos e corpos tanto de nobres quanto de cidadãos comuns, Bahariya pode oferecer um dos mais completos cenários do modo de vida no antigo Egito.

Considerando-se o fato de que as tumbas foram saqueadas desde a antiguidade até os dias atuais, é surpreendente que se tenha encontrado esse conjunto de múmias intocadas.

Estimou-se que a área total do cemitério deve ocupar quase seis quilômetros quadrados e que serão necessários 50 anos para escavá-lo integralmente.


 

 

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