Jean Charles de Menezes foi morto pela Polícia Metropolitano de Londres a tiros no metrô. Jean nasceu em Gonzaga, Minas Gerais, e vivia há 3 anos no sul de Londres.

Segundo as autoridades, ele foi confundido com um terrorista que teria participado dos atentados no metrô de Londres na quinta-feira (21). O erro foi admitido pela Scotland Yard que informou que o brasileiro não tinha nenhuma relação com qualquer grupo terrorista. Segundo ela, o acidente ocorreu porque o brasileiro se recusou a obedecer as ordens de parar das autoridades. Segundo a Agencia Brasil, o Ministério das Relações Exteriores confirmou o fato em nota oficial e afirmou que o governo brasileiro ficou "chocado e perplexo" ao tomar conhecimento da morte do brasileiro "aparentemente vitima de lamentavél erro".
Biografia

Menezes cresceu num fazenda no Brasil. Depois da descoberta de um talento precoce para a Eletronica, ele deixou a fazenda com 14 anos para morar com seu tio em São Paulo para prosseguir na Escola. Aos 19 ele recebeu um diploma tecnico da Escola Estadual São Sebastião. Ele entrou com um visto estudantil em 2002

Os oficiais que seguiram Menezes aparentemente tinham roupas e comportamento suspeitos; ele foi apontado como tendo aparencia sul-asiatica. Acredita-se que seu pesado blusão deixou os policiais preocupados que ele estivesse carregando explosivos escondidos junto ao corpo, e que fosse um possível homem-bomba. uma testemunha do tiroteio, que ele esta usando um grande casaco de inverno e "parecia deslocado" ("looked out of place"). Outra testemunha, Anthony Larkin, contou a BBC que Menezes parecia estar vestindo um "cinturão de bombas, com fios saindo" "bomb belt with wires coming out." Nenhum artefato assim foi encontrado, mas sua ocupação como electricista pode explicar a presença dos fios. Ele não carregava uma maleta de ferramentas, já que ele a tinha deixado com seu colega no fim do dia anterior. Na hora do tiroteio a temperatura em Londres era de 17C/2F [1], o que é frio o suficiente para alguém que cresceu num clima tropical querer se vestir com agasalhos.

Foi dito que o motivo de ele ter corrido dos policiais foi que poucas semanas antes do incidente ele foi atacado por uma gangue de criminosos. Algumas pessoas conjecturam que, sendo o Brasil um dos paises com mais alta taxa de homicídio, foi uma reação instintiva de Menezes se voltar e sair correndo quando abordado por um grupo de homens a paisana. Também se especulou que ele fugiu porque seu visto tinha vencido.
Os Tiros

Testemunhas relataram que ação de vinte policiais a paisana perseguiram Menezes pela estação de Stockwell, onde ele pulou sobre a catraca, correu escada rolante abaixo e tentou pular num trem. Ele foi jogado no chão do vagão. Dois oficiais o imobilizaram, enquanto um terceiro atirou nele cinco vezes na cabeça e na nuca com uma pistola. Ele teve morte instantãnea.

Há relatos contraditórios sobre se os agentes disfarçados:

se identificaram devidamente se tentaram conte-lo no chão
se qualquer aviso foi dado antes de o balearem

O primo de Menezes, Alex Pereira, que morava com ele, afirmou que Menezes foi baleado por trás.

Diplomacia do constrangimento

Ministro brasileiro arranca promessa de indenização do governo britânico pela execução de eletricista mineiro

LONDRES - Foi o primeiro encontro dos ministros das Relações Exteriores da Grã-Bretanha e do Brasil desde o ''erro trágico'' que, na sexta-feira, matou o eletricista brasileiro Jean Charles de Menezes, de 27 anos. Celso Amorim e um visivelmente constrangido Jack Straw falaram juntos ontem à imprensa, num esforço para manter o caráter diplomático dias depois de agentes da Scotland Yard darem oito - não os cinco inicialmente divulgados - tiros à queima-roupa no eletricista, que não tem qualquer ligação com terroristas.


A única decisão objetiva anunciada após a reunião foi a garantia de que a família de Jean Charles, de Gonzaga, Minas Gerais será indenizada. Foi um pedido de Celso Amorim:

- Não diminui a consternação e a perplexidade causadas pela morte desse inocente, mas é uma maneira concreta de expressar o pedido de desculpas já feito de forma verbal.

Straw concordou e garantiu que ''o pedido (de indenização) será encaminhado de forma receptiva e rápida'', além de prometer acelerar a liberação do corpo de Jean Charles.

Quando um jornalista perguntou se estava satisfeito com a reação das autoridades britâncias, Amorim disse ser cedo demais para hora de responder, fazendo lista de exigências.

- Só poderei responder plenamente a essa pergunta quando a investigação tiver sido concluída e os eventuais culpados tiverem sido punidos; quando soubermos se foi um acidente ou um erro ou outra coisa; quando as questões relativas à família tiverem sido esclarecidas.

O encontro de Straw e Amorim aconteceu no dia da divulgação parcial da perícia feita no corpo de Jean Charles: dos oito tiros, sete foram na cabeça e um, no ombro, disparados contra um homem já imobilizado no chão. E no dia em que circularam pelo mundo as declarações do chefe da Scotland Yard, Ian Blair, e do ministro da Justiça britânico, Charles Clarke, de apoio à polícia londrina - Blair disse que os policiais agiram certo ao atirar na cabeça de um suspeito e Clarke os parabenizou.

Ao lembrar que a luta contra o terrorismo não pode perder de vista a preservação dos direitos humanos, Amorim obrigou o colega britânico a ouvir que erros como o que matou Jean Charles só ajudam o inimigo.

- Claro que se acontecerem coisas como parece que aconteceu nesse incidente, isso pode beneficiar o terrorismo.

Straw e Blair garantiram que Jean Charles estava em situação legal, desmentindo versão de que seu visto expirara.

No fim do encontro, Amorim anunciou à imprensa que faria um pedido a Straw, não discutido na reunião, deixando o chanceler britânico sem a chance de dizer não. O brasileiro quer que tanto a família de Jean Charles quanto o governo brasileiro tenham a liberdade de esclarecer qualquer dúvida sobre o processo de investigação do crime. Foi atendido.

O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, falou ontem, pela primeira vez, no incidente, que lamentou. Mas acrescentou:

- Temos que entender que a polícia vive circunstâncias muito difíceis. É importante que tenham nosso apoio.

Notas do Autor

Mais um jovem cheio de sonhos perde a vida em busca de uma vida melhor na ilusão de que viver fora do Brasil é o melhor caminho para o futuro

Na chamada guerra contra o terror se faz mais terror ainda um jovem é imobilizado é executado covardemente com 7 tiros na cabeça a queima roupa

Quem vai explicar isso tudo aos seus pais?

Desculpas vão resolver?

Indenizações vão trazer ele de volta?

Essa ação vai resolver o terror em londres e no mundo?

Claro que não! pelo contrario vai trazer mais violência e infelizmente a dor dessa família e dos Brasileiros ficaram para sempre

O site Mensageiros do Céu pede a todos os internautas e amigos que orem e vibrem pelo Jean para que ele receba dos mensageiros espirituais todo o conforto e amor necessários a sua nova jornada onde ele poderá crescer espiritualmente longe da violência terrena

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