Cientista e profundo psiquista, nasceu a 14 de julho de 1924 e faleceu em virtude de um desastre de avião, quando viajava de Varsóvia a Paris. Era médico em Nancy, tendo abandonado a carreira para dedicar-se ao estudo dos fenômenos metapsíquicos. Fundou o Instituto Metapsíquico Internacional de Paris, do qual foi diretor. Fez inúmeras experiências sobre materializações, notadamente na obtenção de moldagens em gesso de mãos ectoplásmaticas.

Na sua obra "Do Inconsciente ao Consciente", diz ele:

"Para o homem suficientemente evoluído, a morte faz romper o círculo restrito no qual a vida material tinha encerrado uma consciência que transbordava – círculo da profissão, círculo da família, círculo da Pátria. O ser se encontra transportado além das lembranças habituais, dos amores e dos ódios, das paixões e de hábitos... Na cadeia das existências uma vida terrena não tem mais importância relativa que um dia no curso dessa existência."

Fonte: ABC do Espiritismo de Victor Ribas Carneiro


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Geley nasceu em Nancy, na França. Formado em Medicina pela Faculdade de Lyon, clinicou até 1918 em Annecy, onde alcançou grande reputação. Interessando-se pelos fenômenos paranormais, realizou muitos estudos que ficaram registrados em anais científicos da época. Realizou notáveis investigações em 1916 com a médium Eva Carriére. Em 1919 assumiu a direção do Instituto Metapsíquico Internacional, onde obteve fenômenos extraordinários com o médium polonês de materializações Franck Kluski. Em 1922 e 1923 promoveu outra série notável de sessões de ectoplasmia, com o médium Jean Guzik, do que resultou o histórico "Manifesto dos 34", assinado por eminentes homens de ciência, médicos, escritores e peritos da polícia. De 1921 a 1923 realizou, quer em Varsóvia, quer em Paris, experiências com o médium polonês Stephan Ossoviecki.

Publicou várias obras, destacando-se: Ensaio, 1897; O Ser Subconsciente, 1899; Monismo Idealista e Palingenesia, 1912; A Chamada Fisiologia Supranormal e os Fenômenos de Ideopalastia, 1918; Do Inconsciente ao Consciente, 1919; A Ectoplasmia e a Clarividência, 1924. Nesta última obra o Autor anuncia um volume complementar intitulado "Gênese e Significado dos Fenômenos Metapsíquicos", que não chegou a ser publicado em virtude do acidente em que faleceu aos 49 anos.

O seu primeiro trabalho, em ordem cronológica, é um resumo da doutrina espírita, que ele organizou para seu próprio uso, ou, como disse, para fixar suas próprias idéias a respeito do Espiritismo. Tão bom ficou, que alguns amigos convenceram-no a publicá-lo sob a forma de um ensaio. A boa ordenação das idéias ele adquirira anteriormente quando foi atraído pelo Positivismo de Augusto Comte, que exerceu profunda influência na sua formação intelectual.

No livro "O Ser Subconsciente", cujo título não é outra coisa senão o perispírito, o Dr. Geley talvez desejasse emprestar uma terminologia mais neutra, que pudesse interessar o homem de ciência de seu tempo. A substância que compõe o ser subconsciente é "homogênea, inacessível aos sentidos normais, imponderável, capaz de atravessar obstáculos materiais, suscetível de ser projetada parcialmente, bem longe da pessoa". Por outro lado "é visível aos sensitivos em estado de hipnose"."O ser subconsciente exteriorizável - diz ele - é o produto sintético duma série de consciências sucessivas que se fundem nele e que pouco a pouco o constituem". E assim, com essa terminologia, o livro faz uma síntese explicativa dos fenômenos obscuros da psicologia normal e anormal.

Na obra "Do Inconsciente ao Consciente" o autor desenvolve com profundidade o problema da evolução, analisando, através de um estudo crítico, as teorias clássicas da evolução através dos pensamentos de Darwin, de Lamarck e de Bergson. Em linguagem sempre simples, precisa e inequívoca, encontram-se conclusões como: "Tudo se passa em Biologia como se o ser físico fosse essencialmente constituído por uma substância primordial única da qual as formações orgânicas não são mais que simples representações." A leitura integral ajuda a compreensão, numa síntese mais completa e mais vasta, da evolução coletiva e individual.

Nos dois livros acima descritos, o Dr. Geley limitou-se praticamente à derrubada das doutrinas evolucionistas e psicológicas de seu tempo e à meticulosa montagem de seu sistema de concepções. Suas conclusões, sendo as mesmas da doutrina espírita, deram lugar ao aparecimento de críticos de sua obra para declarar que o grande médico, respeitável por todos os títulos, tinha concebido uma teoria muito complexa, de muito largo alcance, até mesmo revolucionária, porém baseada em "fatos insuficientemente estudados e estabelecidos". Daí a razão de "Ectoplasmia e Clarividência". Querem fatos? Pois aí os têm. E foram tão abundantes e tão bem documentados que as conclusões filosóficas tiveram de ser transferidas para um outro livro.

Assim foi a vida desse luminar da ciência que, antes de ser racional era lúcido o bastante para não cultivar superstições. Foi um gênio que fez bom uso do seu tempo, dedicando-o na aquisição de valores para o seu espírito e no enriquecimento da Ciência. Desencarnou num acidente de avião, quando regressava a Paris, após haver assistido, em Varsóvia, a várias sessões com Franck Kluski. Retirado dos destroços, ainda segurava a valise que continha fragmentos de moldes em parafina obtidos nas sessões. O avião era especial e fora fretado por Geley, por que o piloto da linha Varsóvia-Paris se negara a transportar a valise por conter objetos "diabólicos e maléficos".


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Nasceu em Nancy, na França, em 1865. Formado em medicina pela Faculdade de Lyon, clinicou até 1918 em Annecy, onde alcançou grande reputação. Interessando-se pelos fenômenos paranormais, a respeito deles publicou, em 1897, um “Ensaio de revisão geral e de interpretação sintética do Espiritismo”. Suas melhores investigações, porém, datam de 1916, com a médium Eva C. (Carrière). Mme. Bisson colaborou também nesses trabalhos. Em 1919 assumiu a direção do Instituto Metapsíquico Internacional, onde obteve fenômenos extraordinários com o médium polonês de materializações Franck Kluski. Em 1922 e 1923 promoveu outra série notável de sessões de ectoplasmia, com o médium Jean Guzik, do que resultou o histórico “Manifesto dos 34”, assinado por eminentes homens de ciência, médicos, escritores e peritos da polícia. (A rigor, o Manifesto tinha 35 e não 34 assinaturas, o que se deveu a um erro tipográfico). De 1921 a 1923 realizou, quer em Varsóvia, quer em Paris, experiências irrefutáveis com o médium polonês Stephan Ossowiecki. A obra experimental e filosófica de Geley acha-se contida nos seguintes livros, além do “Ensaio” acima citado: `O Ser Subconsciente”, Paris, 1899; “Monismo Idealista e Palingenesia”, Annecy, 1912; “A Chamada Fisiologia Supranormal e os Fenômenos de Ideoplastia”, Paris, 1918; “Do Inconsciente ao Consciente”, Paris, 1919; “A Ectoplasmia e a Clarividência”, Paris, 1924. Geley desencarnou num acidente de avião, em 1924, quando regressava a Paris, após haver assistido, em Varsóvia, a várias sessões com Franck Kluski. Retirado dos destroços, ainda segurava sua valise, na qual se continham fragmentos de moldes em parafina. O avião era especial e fora fretado por Geley, porque o piloto da linha Varsóvia-Paris se negara a transportar a valise por conter objetos “diabólicos e maléficos”.

(extraído do “Reformador”, de novembro de 1971, página 245)


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Les moulages de formes d'Esprits
Les extraits et les photos qui suivent sont tirés de l'ouvrage du Dr Geley : Ectoplasmie et Clairvoyance

« Rappelons en quoi consistent les moulages de paraffine : Un baquet contient de la paraffine fondue flottant sur de l'eau chaude. Il est placé près du médium pendant les séances. « L'entité » matérialisée est priée de plonger une main, un pied, ou même une partie de son visage, à plusieurs reprises, dans la paraffine. Il se forme, presque instantanément, un moule exactement appliqué sur ce membre. Ce moule durcit rapidement à l'air ou au contact de l'eau froide contenue dans un baquet voisin. Puis la partie organique en jeu se dématérialise et abandonne le gant aux expérimentateurs. Plus tard, il est loisible de couler du plâtre dans ce gant, puis de se débarasser de la paraffine en plongeant le tout dans l'eau bouillante. Il reste alors un plâtre reproduisant tous les détails de la partie matérialisée. »
Cette expérience démontra que les matérialisations d'Esprits n'étaient pas le fait de l'hallucination puisqu'il restait une trace tangible de leur passage. De plus, les moulages ainsi formés n'auraient pas pu être obtenus par une main humaine, car celle-ci aurait brisé le moule fragile de paraffine en se retirant.


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Médecin diplômé de la faculté de médecine de Lyon. Directeur de l’IMI de 1919 à 1924. Il a exercé sa profession à Annecy jusqu’en 1918. C’est au cours de sa pratique qu’il a été attiré par des phénomènes de lucidité, de prémonition, de somnambulisme. Cela l’a amené à entamer une recherche dont il publiera les résultats en 1897. Au cours de la première guerre mondiale, il a rencontré le professeur Santoliquido médecin hygiéniste installé à Paris. De leurs échanges naquit l’idée d’un laboratoire de recherche sur les phénomènes qui les passionnaient. Ils eurent la chance de rencontrer un troisième homme, Jean Meyer, à la fois passionné de métapsychique, riche, et prêt à financer leur projet. C’est ainsi que naquit l’IMI, dont Geley fut le premier directeur. Entre 1916 et 1918, il a mené des expériences avec une médium, Eva C., et a abandonné son cabinet de médecin pour assumer son poste de responsabilité jusqu’à sa mort accidentelle en 1924.

Etant particulièrement intéressé par l’étude des productions matérielles (ectoplasmes par exemple), il fit venir dés son installation à l’IMI le médium polonais, Franek Kluski, avec lequel il obtint des moules de membres « matérialisés » au cours d’expériences médiumniques célèbres.

Pendant 30 séances en 1922 et de 50 séances en 1923, il dirigea un autre médium polonais Jean Guzik, capable de productions inexplicables : empreintes, contacts, manifestations lumineuses. Le tout sous le regard d’une nombreuse assistance, dont des membres de l’Académie des Sciences et de l’Académie française. Ceux qui avaient suivi régulièrement et avec attention ces expériences signèrent en 1923 le Manifeste des 34 dans lequel ils déclarèrent leur conviction quant à la réalité des manifestations ectoplasmiques et/ou lumineuses ainsi que des manifestations psychokinétiques.

Parallèlement à cet intérêt pour les PK sous ses différentes formes, Gustave Geley organisa des expériences de cryptomnésie, avec un autre médium, Stéphane Ossowiecki.

Ce qui lui permit de tenter une théorie de la métapsychique, au terme de la quelle les phénomènes paranormaux ne sont plus à considérer comme des artefacts ou des aberrations, mais comme s’intégrant harmonieusement dans le cours des choses de la vie.

« La constitution des mondes et des individus n’est ainsi que la réalisation progressive de la conscience éternelle par la multiplicité progressive de créations temporaires et objectives ».

Ses conceptions de la vie, de l’être humain, et d’expérimentateur de la métapsychique, le faisait rejoindre, comme l’écrit Robert Toquet, « les grandes religions hindoues, les doctrines de Pythagore, de Platon, d’Averroès ou de Schopenhauer.

Ouvrages :
- Essai de Revue générale et d’interprétation du spiritisme (1897)
- L’Etre subconscient (1899)
- La Physiologie dite paranormale et les phénomènes d’idéoplastie (1918)
- De l’Inconscient au Conscient (1919)
- L’Ectoplasmie et la clairvoyance (1924)

 

 

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