Num momento tão lindo de minha vida eu fui comunicada através de médicos que minha filha tinha uma grave doença pulmonar.

Eu com minha fé fui atrás de tratamentos com os melhores médicos.

Tentei passar para minha pequena confiança e coragem, mas no fundo do meu coração estava descrente e sem animo para cuidar e já estava sem esperança de cura.


Vi minha pequena emagrecer, cair os cabelos e ela com sua inocência e acredito que Deus protege intensamente as crianças, pois para ela parecia tão simples, tudo que se passava somente ouvia dela um leve choro quando os medicamentos eram venosos e como toda criança quando vê uma agulha se espanta e chora, mas ela tinha um olhar que dizia: "Tenha calma mamãe, não sofra tanto assim!".

Crente chego a ver esse olhar neste momento e quantas saudades tenho de minha pequena.


Eu sentia que ela sabia da gravidade de sua enfermidade, mas sempre mantinha a calma e com um sorriso no canto da boca dizia: "Vamos curti este momento mamãe!".


Mas infelizmente o meu sofrimento passou a ser maior que o dela. Fui levada pela tristeza, fui totalmente covarde diante do sofrimento de minha pequena.

Vi que estava doente também, num momento em que eu deveria estar forte, mostrando fé, esperança e confiança nos médicos, acabei sendo totalmente engolida pela depressão.


Meu estado de saúde se agravou. Fui colocada em hospital psiquiátrico e minha família ficou responsável pela minha pequena.

Muitas vezes fui vê-la no hospital sempre acompanhada por um enfermeiro ou médico, eu quando olhava para ela podia sentir e seu olhar o que ela queria dizer: "Mamãe tenha confiança e coragem!", minha pequena era guerreira.


Num momento tão triste não pude cuidar de minha filha. Seu pai, um homem bom, jamais deixou de ajudar, sempre que possível estava presente, pois ele precisava trabalhar para pagar as despesas de hospitais e medicamentos.


Minha pequena faleceu em 2007, numa tarde de sol, o céu estava azul, na clínica onde eu estava os pássaros cantavam alegremente, senti a sua partida, fiquei calma e não sei explicar o que aconteceu comigo, mas eu vi o seu olhar e ele me dizia algo assim: "Mamãe estou bem, aqui não vai haver mais sofrimento, não sofra com a minha partida, estou bem, existe luz onde eu estou indo".


Eu fiquei calma, minha doença não se agravou, mas não sai da clínica, fiquei hospitalizada até o dia do meu desencarne no ano de 2010.

Nunca lamentei o falecimento da minha pequena, jamais culpei Deus por isso, mas eu me culpo e trago aqui na minha alma a tristeza e sei que deixei infeliz o meu Pai que está no céu.

Ele me confiou uma pequena e eu com a minha pequenez não fui capaz de cuidar devidamente como uma mãe forte que devem ser todas as mamães.


Hoje me encontro em recuperação em uma casa acolhedora e sei que o meu encontro com a minha pequena depende exclusivamente de mim.


Tenho certeza que vou conseguir através da minha confiança e coragem e com a ajuda de toda essa equipe sinto que em breve estará em meus braços a minha pequena guerreira Gabriela.

E eu Luciana, uma mãe que aprendeu muito com sua pequena a ser guerreira, agradeço ao Pai por tudo.


Psicografia recebida em 2018.
Médium: M. Nicodemos



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