Primeira Carta psicografada da Fernanda

Data: 06 de Novembro de 1996

Papai querido, hoje venho auxiliada por amigos espirituais e não sei se vou poder escrever muito, mas não poderia deixar de transmitir as palavras tão esperadas por vocês e por mim também, e assim procurar a diminuir um pouquinho a dor que estão sentindo no coração.

Pai não adianta guardarem tanta revolta no coração, eu precisava partir mesmo.

A doença chegou rapidamente, e veio no instante certo, marcado a tanto tempo, para que devido a essa doença eu viesse a partir exatamente no dia necessário.

Pai, a vida real não se restringe a esses anos que vivemos aí.

Nós viemos de encarnações e encarnações atrás, de cada uma delas trazemos atitudes boas e ruins; infelizmente no estudo de nosso passado sobram muitos pontos ruins que precisam ser eliminados.

Com a evolução de nosso espírito esses pontos negativos ficam pesados demais na nossa consciência e precisamos de qualquer forma fazer algo para melhorar nossa vida.

Eu pedi para partir ainda criança.

Você vê pai, a minha mente ia além da minha idade não é?

Eu queria sempre aprender mais, parecia que no fundo eu sabia que teria pouco tempo e aproveitava tudo que podia.

Quando foi se aproximando a partida, antes mesmo de chegar a doença eu comecei a escrever e desenhar, a transportar para os cadernos e papeis o que se passava em minha mente.

E no fundo o que era isso, senão lembrança daquilo que eu iria passar.

É papai tanto você como a mamãe, também foram preparados.

Você não me deixou sozinha Pai, e eu sempre senti tua preocupação para comigo.

E a mamãe então, por favor não pare de viver, continue dando aula, trabalhando e dedicando-se pois a morte é quando não queremos mais viver e não quando o corpo fica aí, mas nosso espirito sobrevive e vive até mais liberto do que antes.

Como você vê, eu estou viva, sorridente como antes e ansiosa por começar a aprender e fazer amizades.

A vovó , mamãe, veio me receber e ela me acompanha para todos os tratamentos que preciso fazer.

Realmente não posso demorar mais, peço que me ajudem cuidando de suas vidas.

Você Pai, abra seu coração a DEUS e desabafe com ele, chore até, mas sem revolta e você ame , ore, lute e viva, e saiba que não quero vê-la triste, não combina com você e sinta-me mãe, tão do teu lado, tão ligada a você e ao papai, e que eu estou bem e me recuperando.

Amo muito vocês e espero que vocês também reergam suas vidas com a proteção de Deus a envolvê-los. E por certo vão sentir-me do teu ladinho, beijando-os muito e abraçando-os apertadinho, para jamais existir saudades entre nós.

Estou viva, e agradeço a vocês pela benção da vida que me deram, e de onde surgiu a oportunidade de libertar-me de um passado de erros e enganos.

Cuidem-se e busquem a DEUS.

Tchau, a filhinha


--------------------------------------------------------------------------------

Segunda carta

Data: 15 de Dezembro de 1996

Oi papai, eu não podia deixar de dar ao menos um pequenino alô, pois fiquei feliz quando soube que você Mãe está vindo nessa casa.

Tudo que nós passamos foi por deveras difícil e a saudades é algo que dói tanto para mim e para você Pai e você Mãenzinha querida, mas agora que estou deste outro lado e aprendo a cada dia tantas e tantas coisas, não posso deixar de dizer a vocês, que foi necessário assim.

Sei que é duro falar assim, mas eu tinha que partir Mãe.

Essa etapa das nossas vidas pode parecer o final das esperanças e que a alegria não mais voltará, mas não é isso não.

Como eu vou me sentir vendo você Mamãe Tão pra baixo, desanimada e sem vontade de dar continuidade a sua vida normal.

Não quero isso pra você Mãe, e nem ver você paizinho com a cara fechada, sem dar nenhum sorriso. Quero os meus Pais normais de volta.

Sabe Mãe sinto saudade dos teus carinhos, você sempre foi tão cheia de mimos para comigo. E eu agora quero que sinta que continuo precisando deles; talvez precisamos descobrir outra forma de afagar o cabelo, de beijar o rosto, de abraçar, mas por certo continuo precisando do teu carinho Mãe, e do teu amor.

As vezes que desenhava ou escrevia sobre nossa família, jamais fiz figuras separadas, tristes, e sim procurava mostrar nós três unidos, juntos e é assim que precisamos estar.

Nesse primeiro "Natal" e fim de ano que estamos aparentemente separados, peço que não fiquem tristes, não chorem e sim acreditem, pois vou estar com vocês.

Podem não me ver, mas vou estar com vocês, e queria tanto sentir nosso lar em harmonia, em paz, mesmo que com saudades.

Mãe, Pai, a filhinha de vocês continua viva, continua igual, carinhosa e cheia de amor por vocês, por favor não sofram mais e tenhamos todos nós um ótimo Natal, acreditando que a vida continua e por certo vamos estar para sempre juntos.

Te amo Papai, e a você Mãe, o beijo, a certeza que te adoro, e preciso tanto de você, só que mais animada com a vida e mais ligada a "DEUS".

Sua Filhinha.


Psicografia: Centro Espírita Perseverança

 


Voltar

 

mensageirosdoceu.net - 2004 - 2009 - mensageirosdoceu.net - 2004 - 2016 - Todos os Direitos Reservados. odTodos os Direitos Reservados.