Foi um choque quando pude finalmente rever minha família.


A gente perde mesmo a noção do tempo quando se está preso a uma determinada situação.


Minha querida esposa estava já muito idosa e rodeada de crianças, sete ao todo. Lembro-me da última vez que a vi, jovem, bonita, com um filho na barriga e outros dois pequenos.

Bastou ficar um pouco em casa (a mesma casa, porém toda modificada) para compreender que aquelas crianças eram meus netos.


Minha esposa, sozinha, criara nossos três filhos, que, graças a Deus, cresceram casaram-se e tiveram seus próprios filhos.

E eu, onde estivera neste tempo todo?

Estava por aí, perdido, sem saber o que havia acontecido e sem encontrar o caminho de casa.


Aliás, sem encontrar caminho algum. Foram tempos de desespero, de saudade, de dor e sem compreender o porque. Quando perdi meu corpo, de parada cardíaca fulminante, perdi também meu rumo, pois sempre cultivei uma existência completamente materialista.

Só fui lembrar-me de Deus muito depois, e foi assim que recebi ajuda.

Por minha ignorância espiritual não pude acompanhar o crescimento de meus filhos e nem amparar minha esposa.

Por isso cultive sempre o Amor em seu coração e viva a vida com desprendimento.

Nunca se sabe a hora que Deus o chamará. E, quando sua hora chegar, esteja pronto para ouvir e compreender o chamado.

Ângelo.

 


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