Que a Paz esteja com todos vocês.


Renasci no dia em que desencarnei. Por anos a fio, desde o meu nascimento, vi-me obrigado a carregar um corpo deformado e pesado.

Os poucos movimentos que conseguia realizar na infância tornaram-se em total paralisia na adolescência.

“Viverá uns cinco anos, no máximo...” diziam os médicos.

Aos quarenta, apesar de horrenda criatura, tinha uma mente lúcida e espiritualmente desenvolvida.


Foi o que me manteve em meu juízo e o que me ajudou a cumprir minha jornada nesta encarnação de fortes provas.

Graças a Deus, a serenidade sempre me acompanhou, e os desprendimentos diários que aprendi a realizar libertavam-me do cárcere e me davam lampejos da vida espiritual.

Tudo isto era para mim vislumbres de uma nova vida, esperança do recomeço, fé inabalável que eu voltaria a ser normal quando cumprida a minha pena.

Foi o que fiz. Paciência, resignação, amor.

Era o que inundava a minha mente. Além da auto-ajuda, ajudei também meus pais, pois que meu estado físico já era fardo mais que suficiente para eles que graças a mim a seus próprios desvios anteriores também enfrentavam uma existência de privações.

Hoje reunimo-nos no Plano Espiritual, renovados e revestidos de melhores formas.

O amor que nos uniu separou a dor imposta por nossos erros anteriores.

Bendito seja o Pai, por permitir que resgatemos nossas dívidas, para que possamos prosseguir com a consciência limpa, rumo a novas conquistas.

Boa noite a todos.

José Luiz.

Escrita por: Cleber P. Campos

 


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