L.C. veio participar de um trabalho em grupo e sua queixa era a dificuldade de relacionamento com a filha adolescente.

Após a sessão, com as feições visivelmente muito tranqüilas e relaxadas, perguntei o que havia vivenciado. Para minha surpresa, L.C. nem mesmo se lembrava do que a havia motivado para aquela sessão, mas estava muito feliz, pois não estava sentindo uma dor no quadril que a acompanhava desde os 17 anos e para a qual já havia tentado todo tipo de tratamento.

Na sessão de regressão L.C. experimentou ser uma trapezista de circo que, junto com seu então marido, realizava um número arriscado e sem rede de segurança.

Certa vez, por ciúmes de uma jovem nova no circo (que não era a sua filha da vida atual), resolveu não segurar as mãos do marido, caindo e dando a impressão de que ele não a havia segurado. Após alguns minutos de sofrimento, estava morta, com a bacia fraturada.


Para mim esse foi por algum tempo um bom exemplo de que nem sempre aquilo que vivenciamos é o que esperávamos vivenciar mas, muitos meses depois, reencontrando L.C. por acaso, na rua, ela me contou que com o fim da dor no quadril suas relações sexuais com o marido melhoraram muito e ela por fim compreendeu que sua dificuldade de relacionamento com a filha devia-se ao fato de se sentir sexualmente inadequada, enquanto que a menina desenvolvia formas exuberantes e se movia com graça e sensualidade.

 

 

 

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