Veio ao meu consultório para entender o porquê de estar sempre duvidando dos sentimentos dos homens. Cultivava a crença de que os homens não são sinceros e que não gostavam dela verdadeiramente.

Após o rompimento de um relacionamento, ficava irritada, depressiva, sentia-se profundamente solitária e carente. Pensava constantemente em cometer suicídio. Por causa de sua insegurança, se tornou extremamente ciumenta querendo controlar a vida de seus namorados. Evidentemente, por conta disso, os homens acabavam se afastando dela.

Ao regredir me relatou: “Vejo um homem de meia idade, usa um chapéu, calça botas pretas. Ele é o meu pai.
Nós estamos numa embarcação. Meu pai quer que eu vá com ele para outra terra. Eu não queria ir mas acabo cedendo ao seu pedido. Eu já perdi muita gente, muitos entes queridos nessas viagens. Eu tinha três filhos, um de cada pai. Perdi dois de meus filhos. O outro está com o pai que mora na França. Eu morei na França mas agora estou no Brasil. Sou francesa, tenho olhos claros, cabelos compridos. Uso roupa branca, bota branca, meus cabelos são loiros, sou branca, bem magrinha. Vejo agora um menino. Ele é o meu primo. Estou brincando com ele no navio... Oh! Meu Deus! (paciente grita). Ele caiu na água e eu pulei para salvá-lo... e a embarcação passou por cima de mim!

O menino estava brincando, foi olhar para baixo, subiu na proa e caiu no mar. O menino tem 4 anos. Meu pai queria que eu fosse junto com ele nessa viagem porque não tinha mais nenhum parente.


Deixei o meu filho com o pai. Eu o peguei com outra mulher. Na verdade, ele só queria o meu dinheiro. Ele não gostava de mim. Já sofri demais com esse relacionamento. Eram só mentiras, traições. Detesto mentiras. Ele tinha muitas mulheres. Saia com elas à noite”.

Peço em seguida para que a paciente vá para o momento de sua morte nessa vida: “Veio o desespero quando a embarcação passou por cima de mim. Vejo o meu corpo afundando nas profundezas do mar. Meu pai fez muitas buscas. Tudo em vão. O meu corpo ficou no fundo do mar”.

Para onde você vai após a sua morte física? Pergunto.
“Vou para um lugar muito bonito, cheio de flores. Vejo agora um lugar com paredes brancas; é onde eu estava antes de reencarnar na vida atual.
Um homem de cabelos grisalhos e expressão serena e bondosa me diz que eu deveria ter dado mais carinho para o meu filho.

Vejo agora uma mulher vestida toda de preto. Foi ela que me induziu em pensamento para eu me jogar no mar para salvar a criança. O menino não morreu, acabou se salvando. Reconheço esta mulher como a esposa de meu amante numa vida anterior a essa. Deixei o meu marido para viver com este meu amante. Essa mulher acabou se suicidando pelo fato dele vir morar comigo.

Ela morreu com muito ódio, jurando vingança. Sinto a presença dela aqui no consultório. Sinto também a presença desse homem bondoso. Agora ele diz que eu preciso me ajudar. Eu tenho que gostar mais de mim, ser feliz para que eu possa ajudar esse espírito obsessor (a mulher de preto), a seguir o caminho de sua evolução.

Ele me diz também que eu nunca gostei verdadeiramente de ninguém, pois queria os homens só para o sexo. É por isso que eu acho que os homens só me querem por prazer sexual e não gostam de mim na vida atual.

Ele diz que muitos homens me amaram em vidas passadas, inclusive na vida presente. Mas trago de várias encarnações essa crença de que os homens não gostam de mim verdadeiramente, por causa do desamor que eu cultivei em relação a mim. Esse homem continua dizendo, que eu nunca assumi os meus casamentos, sempre os destruí praticando o adultério e que não valorizei o meu filho, preferindo viajar com o meu pai, deixando-o com o meu ex-marido. Ele disse que vai me ajudar, mas que talvez eu permaneça sozinha, nesta vida presente. Mas que isso iria depender de mim, de meu livre arbítrio.

Mas virão filhos, ele me garante”.

Subitamente a paciente começa a chorar:
“Não quero voltar, ter filhos, faço qualquer coisa para ficar aqui... (no espaço entre vidas. NDA).

Esse homem me explica pacientemente que é reencarnando novamente no plano terreno que eu iria aprender as minhas lições e que eu tinha condições de voltar, mas que eu não tentasse novamente o suicídio. Ele me diz: “Você sabe muito bem que se matar estará apenas prolongando o seu carma. Três filhos serão o seu carma. Lembre-se: Uma existência é apenas uma gota no oceano. Você tem condições de passar por tudo isso. Sempre que precisar de mim, estarei presente. É só orar”!

Em seguida, peço para que a paciente se sinta no útero materno da vida atual. Ela revive o momento de seu nascimento. Disse-me que não quer nascer e que vem a contragosto.

Após essa sessão, continuamos com o nosso trabalho de regressão. Ela passou por mais 8 sessões e demos por encerrado o nosso trabalho. Pedi para que ela entrasse em contato comigo, caso precisasse novamente de minha ajuda. Cinco anos após o tratamento, para minha surpresa, a paciente me ligou dizendo que se casara com um homem muito carinhoso e que constituíra uma família. Estava com 2 filhos e grávida do terceiro.

Osvaldo Shimoda é terapeuta e trabalha com técnicas de hipnose e terapia de Vidas Passadas em seu consultório em São Paulo.
Email: shimoda@vidanova.com

 

 

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